Litoteca IGc-USP

LITOTECA

A Litoteca do IGc é uma iniciativa que visa a organização e preservação do inestimável acervo de minerais, rochas e minérios fruto do trabalho de nossos alunos, pesquisadores, docentes e funcionários.

T 44 - 48

Dublin Core

Título

T 44 - 48

Assunto

FÓSSEIS EM MICRITOS QUATERNÁRIOS DA SERRA DA BODOQUENA, BONITO-MS E SUA APLICAÇÃO EM ESTUDOS PALEOAMBIENTAIS

Descrição

Figura 112; Página 164
Observando-se o esquema do perfil (Figura 112) nota-se a pequena presença de ostracodes da base até 1,94m do depósito e a completa ausência de moluscos e algas caráceas. Os dados de isótopos são distintos dos demais pontos no perfil. A redução da negatividade dos valores de isótopos de oxigênio sugere neste intervalo (1) a menor intensidade dos processos evaporíticos, enquanto o aumento da negatividade dos isótopos de carbono sugere aumento quantitativo das contribuições da matéria orgânica no solo (Andrews, 2006). Isto evidencia o início dos processos deposicionais na área, e a colonização por organismos vivos.
A presença de argilominerais na base do depósito está relacionada ao aumento do volume de água, que poderia transportá-los para está área, pois a maior parte dos depósitos continentais de argilominerais é detrítica (Selley et al., 2005).
O intervalo 1,94 a 2,36m do perfil (Figura 112 2) é bem definido pela presença de uma paleofauna diversa de ostracodes e gastrópodes, e também pela presença de girogonites de algas caráceas, caracterizando uma porção com vegetação e paleofauna aquáticas.
Este intervalo (2) apresenta uma estabilização nos valores de isótopos de oxigênio e carbono, sendo um intervalo ecologicamente mais propício a colonização.
O gênero Acrobis (gastrópode), presente neste intervalo do depósito, é comum em áreas temporariamente alagadas e margens de sistemas aquáticos estáticos, mas pode ser completamente aquático (Brown et al., 1998).
A presença de girogonites de algas caráceas revela a presença de vegetação aquática, típica de lagos, principalmente alcalinos (Tappan, 1980; Feist, 2005). Ocorrem duas variedades do gênero Chara, podendo ser formas da mesma espécie, talvez por modificações morfológicas do girogonite devido a variações ambientais ou ecológicas, como altas taxas de herbivoria ou competição com outros vegetais, já que não ocorrem no mesmo nível do perfil.

Autor

GISELLE UTIDA

Arquivos

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Referência

GISELLE UTIDA, “T 44 - 48,” Litoteca IGc-USP, acesso em 19 de novembro de 2017, https://litoteca.igc.usp.br/items/show/370.

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